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Israel e Hamas aceitam acordo de paz: esperança cautelosa

Publicado em

20 out 2025

O que aconteceu?

Em outubro de 2025, Israel e o grupo palestino Hamas aceitaram um acordo de paz preliminar, mediado pelos Estados Unidos — sob o presidente Donald Trump — com o apoio de Egito, Catar e Turquia. O objetivo principal é interromper as hostilidades na Faixa de Gaza e abrir espaço para novas negociações sobre o futuro do território e a criação de um Estado palestino.

Palestinos e israelenses comemoraram o acordo | Imagem/ Reprodução

O conflito atual começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou um ataque surpresa contra Israel, que resultou em mais de 1.200 mortes e centenas de reféns. Em resposta, Israel iniciou uma ofensiva militar de larga escala sobre Gaza, o que provocou devastação, escassez de alimentos e milhares de mortes civis.

Imagens de satélite mostram a destruição na parte norte da Faixa de Gaza | Imagem interativa: Planet/ Reprodução

É importante destacar que o documento aceito não é um tratado definitivo, mas sim a primeira fase de um plano mais amplo. Isso significa que ainda há muita desconfiança e que o futuro do acordo depende do cumprimento de cada etapa.

O que o acordo prevê?

A chamada Fase 1 do plano inclui medidas humanitárias e de segurança:

  • Cessar-fogo imediato: as operações militares de ambos os lados foram interrompidas.
  • Libertação de reféns: o Hamas libertou os últimos 20 reféns vivos que mantinha em cativeiro.
  • Devolução de corpos: o grupo se comprometeu a devolver os corpos de 28 reféns mortos, embora nem todos tenham sido entregues.
  • Libertação de prisioneiros palestinos: Israel concordou em soltar cerca de 2.000 prisioneiros, incluindo 250 condenados à prisão perpétua.
  • Retirada parcial das tropas israelenses: as forças de Israel devem recuar para uma linha previamente acordada dentro da Faixa de Gaza, reduzindo a presença militar direta.
  • Ajuda humanitária: o acesso de alimentos, água, combustível e medicamentos voltou a ser autorizado com o apoio de organizações internacionais.

Essas medidas são monitoradas por representantes dos países mediadores e por agências da ONU.

Quais são as fragilidades do acordo?

Mesmo representando um avanço diplomático, o acordo enfrenta grandes desafios:

  • Falta de assinatura oficial: como o texto ainda não foi formalmente ratificado, qualquer violação pode levar ao seu colapso.
  • Divisões internas: em Israel, grupos ultranacionalistas se opõem à libertação de prisioneiros e à retirada de tropas. Entre os palestinos, há tensões entre o Hamas e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que ficou de fora das negociações.
  • Futuro político de Gaza: ainda não está claro quem governará a Faixa de Gaza. A proposta menciona a criação de um comitê palestino apolítico, mas essa ideia enfrenta resistência.
  • Desarmamento do Hamas: Israel exige o fim do braço armado do grupo, enquanto o Hamas afirma que só discutirá isso após a criação de um Estado palestino reconhecido internacionalmente.
  • Desconfiança histórica: décadas de guerras e tentativas frustradas de paz tornam o clima de desconfiança difícil de superar.

Por que isso importa?

Esse acordo é visto como um marco simbólico porque demonstra que, mesmo em meio a um dos conflitos mais longos e complexos do mundo, o diálogo ainda é possível.

A trégua traz alívio temporário para milhões de civis e reacende a esperança de que, com mediação internacional e vontade política, israelenses e palestinos possam construir um futuro de convivência pacífica.

No entanto, a paz verdadeira depende de passos concretos — como o respeito aos direitos humanos, o reconhecimento mútuo e o compromisso com a reconstrução das áreas devastadas de Gaza.

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